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domingo, 27 de abril de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
Fernando Pessoa / Álvaro de Campos ( Tabacaria - excerto)
(...) Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo
que ninguém sabe quem é
E se soubessem quem é, o que saberiam?
Dais para o mistério de uma rua cruzada
constantemente por gente,
para uma rua inacessível a todos pensamentos.
Do meu quarto de um dos milhões do mundo
que ninguém sabe quem é
E se soubessem quem é, o que saberiam?
Dais para o mistério de uma rua cruzada
constantemente por gente,
para uma rua inacessível a todos pensamentos.
domingo, 20 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Clarice Lispector - Sou composta por urgências . . .
Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.
Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!
Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente...
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.
Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
domingo, 22 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
Mario Quintana - Ao longo das janelas mortas
Ao longo das janelas mortas
Meu passo bate as calçadas.
Que estranho bate!...Será
Que a minha perna é de pau?
Ah, que esta vida é automática!
Estou exausto da gravitação dos astros!
Vou dar um tiro neste poema horrivel!
Vou apitar chamando os guardas, os anjos, Nosso
Senhor, as prostitutas, os mortos!
Venham ver a minha degradação,
A minha sede insaciável de não sei o quê,
As minhas rugas.
Tombai, estrelas de conta,
Lua falsa de papelão,
Manto bordado do céu!
Tombai, cobri com a santa inutilidade vossa
Esta carcaça miserável de sonho...
Meu passo bate as calçadas.
Que estranho bate!...Será
Que a minha perna é de pau?
Ah, que esta vida é automática!
Estou exausto da gravitação dos astros!
Vou dar um tiro neste poema horrivel!
Vou apitar chamando os guardas, os anjos, Nosso
Senhor, as prostitutas, os mortos!
Venham ver a minha degradação,
A minha sede insaciável de não sei o quê,
As minhas rugas.
Tombai, estrelas de conta,
Lua falsa de papelão,
Manto bordado do céu!
Tombai, cobri com a santa inutilidade vossa
Esta carcaça miserável de sonho...
domingo, 8 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
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